Adeus, Nikon D7000

Depois de onze anos de serviço incansável, é hora de aposentar a minha D7000, substituída por uma D850.

Seu corpo carrega as marcas do trabalho árduo: boa parte da textura da parte de trás do corpo se foi. Com ela, também se foram as legendas que indicam a funcionalidade dos botões esquerdos. Mas nada que prejudicasse a sua operação, depois de anos de condicionamento e memória muscular.

Uma parte da moldura do visor foi arrancada durante uma trilha mais pesada depois de se agarrar ao meu cinto. A máquina também quase caiu algumas vezes, deixando marcas no canto inferior esquerdo do corpo.

Mas, depois de mais de uma década, como ela funciona?

Para fotografia meticulosa, ela funciona perfeitamente. É possível focalizar com precisão usando o live view. Continua sendo uma máquina ágil, mesmo que sofra ter sido equipada com um buffer criminalmente pequeno (acredito que para não prejudicar as vendas da sua contemporânea D300s). Seus dois cartões de memória me ajudaram a recuperar arquivos excluídos acidentalmente muitas e muitas e muitas e muitas vezes. Armazenar minhas preferências nas funções U1 e U2 me ajudou bastante a alternar entre minhas configurações favoritas para paisagens e retratos sem precisar tirar o olho do visor.

O foco está mais inseguro, depois de algumas pancadas e sujeira acumulada no módulo de foco. Nem a assistência autorizada conseguiu remover toda a sujeira do sensor. Os avanços da tecnologia proporcionaram câmaras que produzem imagens muito mais nítidas, com menos ruído e foco praticamente instantâneo.

Foi uma vida produtiva.

Nos seus primeiros anos, ela tirou muitos retratos. Eu era solteiro, morava no centro da cidade e saía frequentemente para dançar. Comprei dois Speedlight e os controlava usando a D7000. Com fundos improvisados e muita criatividade, tirei retratos dos quais me orgulho até hoje.

D7000, Nikkor AF-D 135mm f/2 DC, Speedlight SB-600 e Speedlight SB-700
D7000, Nikkor AF-S 18-135mm f3.5-5.6 VR, Speedlight SB-600 e Speedlight SB-700
D7000, Nikkor AF-D 50mm 1.8, 1 Speedlight SB-600 e 1 Speedlight SB-700

Também foi uma ótima companheira de aventuras, tomando chuva e pancada, com um balanço perfeito entre capacidade, robustez e portabilidade, com seu corpo metálico e resistente à intempéries.

Tatras, Eslováquia – Nikon D7000 e Nikkor AF-D 50mm 1.8
Uma tulipa aleatória – D7000 e Nikkor AF-D 135mm f/2 DC

Ela também fez muitos e muitos vídeos para o meu canal no YouTube.

Pergunta-chave: eu recomendaria uma D7000 em 2021? Definitivamente! Caso você não tenha muito dinheiro para começar, uma D7000 é uma ótima máquina para um iniciante. Ela possui os modos amadores (configurações automáticas para paisagens, ação, retrato, etc) e todos os modos manuais.

Com suporte completo às lentes Nikon F feitas nos últimos 45 anos, você pode adquirir no mercado de usados lentes profissionais de altíssima qualidade, com a certeza de que funcionarão em todos os modos de foco automático. Os modelos mais simples da Nikon não focalizam lentes mais antigas (AF-D).

Para a pessoa interessada em realmente aprender fotografia, uma D7000 usada é melhor que uma mirrorless ou um modelo de entrada (D3xxx). Mas caso você esteja atrás de resultados simples e rápidos, uma máquina de entrada moderna será com certeza mais rápida, leve, com melhor qualidade de imagem e mais simples de usar.

Eu venderei minha D7000 mês que vem e espero que ela encontre um bom lar e tire belíssimas fotos por muitos e muitos anos mais!

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