Primeiras impressões – D850

Há quase 20 anos, comprei minha primeira DSLR: uma Nikon D40. O critério de escolha foi bem básico: preço. Poucos meses depois, fui assaltado em Copacabana fiquei uns anos sem câmara até comprar a D7000.

E que diferença 20 anos fazem! A D850 parece nunca estourar, perdoa todos os seus erros de exposição, é muito rápida, o foco é preciso e se adapta às mãos como uma luva.

Castelo de Praga, Nikon D850, Nikkor AF-S 24-120mm f/4 VR, longa exposição com tripé, RAW processado usando Adobe Camera RAW

A mudança não é sem traumas. A Nikon tem uma filosofia de controle diferente entre modelos amadores e profissionais. Dei adeus aos modos automáticos e bancos de configurações U1 e U2 e boas vindas ao acesso rápido às configurações avançadas: um meio termo entre uma máquina amadora e uma Df ou Fuji X100. É uma mudança com prós e contras e ainda estou me acostumando.

Os resultados falam por si só. A D850 é uma máquina que inspira meticulosidade. Sua precisão e resolução incríveis revelam impiedosamente todas as nossas falhas técnicas e cada detalhe do que fotografamos.

Rio Vltava e ponte Carlos, Nikon D850, Nikkor AF-S 24-120mm f/4 VR, sem tripé, JPG direto da câmara, saturação máxima

É uma máquina que mostra o seu melhor nos modos manuais, usando um tripé. Mas não falha como uma opção rápida para registrar viagens e fotojornalismo.

Novo palco do Teatro Nacional, Nikon D850, Nikkor AF-S 24-120mm f/4 VR, sem tripé, JPG direto da câmara, saturação máxima

A lente que vem no kit é opticamente fantástica, mas de péssima qualidade. Plástico em todo o lugar, com um anel de foco impreciso, áspero e fácil de se esbarrar e um anel de Zoom duro e igualmente impreciso. Ótima para uma pessoa que quer economizar em lentes e desfrutar de toda a qualidade da D850. Mas quem compra uma D850 para usar só a lente do kit?

Frangos, Nikon D850, Nikkor AF-S 24-120mm f/4 VR, sem tripé, JPG direto da câmara

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