Escolhi um rolo de JCH Streetpan 400 para o sacrifício inicial. Minha ideia era ver o quanto posso confiar na exposição automática e entender a latitude do filme. Também queria tirar fotos durante o dia, pôr-do-sol e noite. O plano transcorreu como o previsto, mas o resultado final foi um desastre.
A primeira etapa foi determinar se a compensação de exposição que eu uso instintivamente na fotografia digital (sacrificar as sombras, evitar estourar) daria certo. Falhei a minha primeira regra: ler o manual. Em filme, é preciso preservar as sombras.

Completa porcaria.
A segunda parte do plano era ver como o fotômetro da câmara lida com situações de alto contraste. Resultado: impressionante.

Este é um painel de cristais Swarowski iluminado por um sistema LED fortíssimo. Reparem a quantidade de detalhes tanto nas luzes quanto na rua escura atrás.
E, com filme, não tem para onde correr. Se não tem luz, não tem luz.

Mas, em compensação, com luz adequada, a riqueza de detalhes é impressionante. Não parece uma foto direto do século 19?



E a F6 não falhou rastreando a cachorra correndo na minha direção.

Agora que entendi um pouquinho como o Streetpan 400 se comporta, já estou com um próximo rolo esperando e, espero, com fotos muito melhores.
Até a próxima!